Índice de cores

A cor é uma propriedade fundamental da matéria e é valorizada na produção de joias – a cor induz emoção, significado e valor. Definir com precisão a cor, no entanto, é uma tarefa exigente dada a subjetividade da leitura da mesma e legados culturais que lhe estão relacionados. A maneira mais prática e internacionalmente aceite de referenciar uma cor é utilizando um espectrofotómetro, que traduz o espectro da cor do objecto numa série de valores numéricos, identificados como pontos no interior do espaço Cartesiano. Incluem-se nesta categoria as coordenadas CIELab, que identificam um espaço colorimétrico no interior de cada ponto (correspondente a um vector com partida na origem dos eixos cartesianos), representando assim em exclusividade uma cor. A grandeza que define cada ponto é simplesmente o resultado de três  coordenadas a *, b * e L *, cada uma das quais move-se entre -100 e +100.

Como se mostra na figura, cada ponto do espaço identifica uma cor. Nas partes exteriores dos eixos (sobre a superfície da esfera) residem as cores puras, enquanto todas as outras combinações do espectro visível são provenientes das suas conjugações (e localizam-se no interior da esfera).

Na prática, uma leitura do modelo permite ver facilmente que:

  • a Coordenada a* move-se do verde para o vermelho
  • a Coordenada b* move-se do azul para o amarelo

A Coordenada L* representa a luminosidade e pode ser definida como uma indicação da quantidade de luz reflectida por um corpo. Luminosidade que é altamente dependente do acabamento da superfície da peça; uma peça polida tem obviamente uma luminosidade maior do que uma superfície mate.

Esfera-de-cores[1]