“E-coating” traduzido para português significa “eletro-revestimento”.
É uma técnica de deposição eletroforética (EPD – Electrophoretic Deposition) que abrange diversos processos de electrodeposição de tintas, vernizes e outros materiais inorgânicos em superfícies com condutividade eléctrica.
A FORD, em 1963, ao adoptar a pintura eletroforética nos seus automóveis deu um enorme impulso à industrialização generalizada desta tecnologia em quase todos os sectores.
Em que consiste então o E-coating?
A característica principal é a utilização de materiais cujas partículas são de dimensão muitíssimo pequena, denominadas nano-partículas. São assim chamadas porque a sua dimensão é medida por um instrumento que lhes deu o nome – o nanómetro (para se ter uma ideia grosseira da dimensão de 1nm imagine-se uma ervilha colocada numa recta com uma milha de comprimento).
Estas nano-partículas ao serem misturadas com líquidos formam suspensões coloidais mais ou menos estáveis e as suas moléculas movimentam-se com extrema facilidade num meio líquido.
Nesse “caldo” temos partículas carregadas com cargas eléctricas positivas e outras com cargas eléctricas negativas, atraindo-se mutuamente de modo espontâneo e natural. Porém, este processo natural pode ser modificado de forma controlada introduzindo no meio líquido uma diferença de potencial (voltagem) para acelerar a movimentação dessas partículas coloidais.
Recorrendo a uma fonte de energia CC – um Retificador – pode-se criar uma diferença de potencial eléctrico ao introduzir uma determinada tensão na suspensão coloidal.
A corrente eléctrica é essencial para a deposição das nano-partículas sobre qualquer superfície condutiva.
Este fenómeno de electrodeposição tanto pode ser um processo catódico (cataforese) como anódico (anaforese). O nosso propósito não é tratar aqui os aspectos técnicos de cada um destes processos electrolíticos mas sim e apenas abordar o tema “E-coating” de forma sucinta.
Assim, importa saber que é um processo electroquímico que usa materiais de alta tecnologia na protecção de superfícies metálicas, contra diversos tipos de oxidações, certas abrasões por desgaste e até algumas agressões químicas diárias que actuam nomeadamente sobre os metais comuns.